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Recuperação

Finalmente desabafei como me sinto sobre você com alguém.
Este alguém me ouviu atentamente. Segurou minha mão e me disse para seguir em frente, como estou fazendo. Ele não disse "Ai que dó de você" apenas repousou sua cabeça me meu peito e me abraçou.
Esse mesmo alguém se preocupa de maneira extraordinária comigo, as vezes, mais preocupado que eu mesma. Não estava costumada a receber tamanha atenção, mas admito que agora estou amando isso!
Totalmente compreensivo, divertido. Eu não sinto tédio ao passear com ele, seja apenas uma volta no shopping para fazer compras ou comer temaki, eu sempre me divirto. Dou boas risadas, faço os piores comentários e piadas, ouço as piores cantadas.
Mas no final do dia, eu sei que aquele dia, aquelas horas valeram a pena.
Sabe eu olho pra trás e penso em tudo o que aconteceu e me pergunto, onde raios essa pessoa estava? Mas eu não esquento cabeça com isso, apenas aproveito o tempo.
Dizem que a pressa é inimiga da perfeição e a Capela Sistina não foi pintada em um dia só.
Mas o fato não é isso, é que eu me sinto bem, sendo eu mesma, rindo a toa e fazendo piadas bestas sem a menor preocupação de magoar ou falar algo que a pessoa fique chocada. Porque é como se ele pensasse como eu. Talvez seja por isso que nos damos bem, formamos uma bela dupla.
E quando falei de você pra ele, eu finalmente me senti livre. Do peso que você causou em meu peito. Sabe toda aquela dor no peito e as noites em claro, chorando como uma criança? Elas acabaram. Me senti leve, confiante novamente.
Pronta para uma nova aventura? Eu diria que não, apenas mais calma, sem pesadelos.
Mas é como eu disse anteriormente, Edgar A. Poe sempre teve razão, sem sofrer a tal ponto, não conseguimos reconhecer a felicidade genuína.
Eu acredito, do fundo de meu coração nessa frase. Por que, como vamos reconhecer a felicidade, sem conhecer a ausência dela? Sem se abster dela por sequer um instante? A questão não é saber encontrar a felicidade e sim reconhecê-la, nem mesmo que seja em uma amizade.
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