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Diga

Quero que levante a cabeça, tire esse cabelo dos olhos e diga, com toda a certeza, de que não sentiu uma pontada no peito ao me deixar partir.
Diga que foi feliz nesse tempo. Diga apenas que dormia em paz em meus braços.
Admita que em certo tempo, eu era seu porto seguro.
Quero que olhe pra trás e pense como costumávamos conversar horas a fio sem se cansar.
Preciso que admita que sente saudades, que sente um vazio ao deitar em sua cama e não me ter por ali.
No fundo tudo isso é somente um desejo meu. Eu não sei o que se passa em sua cabeça, o que realmente sentia, sente ou sentiu.

Não sei se realmente me chamou de "minha vida" ou foi somente devaneio meu.
Eu não sei de mais nada. A única sei, que posso afirmar é que me sinto meio perdida sem lhe dar bom dia e boa noite como sempre. Que meus fins de semana são perdidos. E que comer qualquer hamburger com bacon sem você é meio sem nexo.

Na verdade, eu tinha você como uma rotina sem rotina certa em minha vida. Não somente como um bom amigo, uma boa companhia. Mas sim alguém que estaria ali por um longo tempo.
Eu olho em volta e não lhe vejo mais. É a vida que segue, é o rumo que quase tudo toma.
Mas eu não ligo mais, eu apenas sinto saudades. Só isso.
Sabe aquela saudade boa que a pessoa te conquista de uma maneira boa, deixa quando se vai?
É essa que eu tenho e que quero ter.
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