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Você mesmo!

Você, ah você! Você me abraçou naquela noite, me beijou e disse como desejaria me levar para sua casa. Um pedido? Por favor, leve. Me pegue no colo e leve. Eu não irei questionar. Eu não ligaria de passar dias e dias deitada em seu peito, ouvindo seu coração. Eu também não iria reclamar de ter sua mão firme segurando a minha ou apenas me perder em seu olhar em um tom de esmeralda bem mais claro. Por favor, me leve. Eu não posso pedir mais nada além disso. Me leve, cuide de mim. Me segure firme em teus braços e me faça ver o que estou perdendo, o que eu quase perdi nas cinco vezes em que disse não.
Me faça ver que, acho eu, destino existe.. Por que afinal, quantas vezes íamos nos esbarrar por aí sem eu perceber que era você? Eu não deixo de pensar na última noite que saímos pela cidade. Um quase desencontro, mas no final, o melhor encontro. Talvez você até pense se ler tudo isso, que estou me apaixonando rápido demais, mas querido, você apenas me faz tão bem! Eu não posso e também não quero deixar isso ir. 
É algo bom, é um arco-íris em meio a tanta tempestade que me cercava. O destino, a coincidencia, a sorte, que eu achava não ter, me trouxe você por algum motivo. E eu só quero manter assim, do jeito que está. Eu acredito não ter te dito, mas sou uma romântica a moda antiga. Me saio melhor na escrita do que na fala. Mas acredite, é tudo verdade. Não sou a pessoa mais fácil de desmonstrar o que sinto, mas aos poucos isso muda. Apenas me pegue. Me leve. Seja pra onde for, me leve.
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