Pular para o conteúdo principal

Homens choram.

É engraçado te ouvir dizer que não tentei. Há dias eu tento, há meses, há anos. Poderia tentar pela eternidade, mas vá em frente e me deixe se segurar na borda da insegurança.
Ouviu a típica frase de que homens não choram, oras, sou humano. E humano demais.
Mas hoje eu preciso soltar. Vou em frente e tento viver como se não existe mais nada para se segurar. Segurar.
Seguro as lagrimas, que até sinto vergonha. Dentro de mim, há aquela briga, como anjos e demonios de filmes e desenhos. Mas há um confronto. Eu preciso se libertar.
Pare de me dizer que desisti, você não sabe o quanto insisti. Não me diga para segurar.
Chorar já se tornou inevitável. É como se cada lágrima, levasse consigo minhas dores. Me sinto aliviado, solto, leve, liberto.
Não me envergonho mais de chorar, me deixo levar. Até meu pai chorou. Tantas vezes por dor, por tristeza, alegrias e até raiva.
Cada lágrima era a saída de escape dele, para nosso atormentado mundo. Ele sempre me dizia, que se iriamos morrer um dia, deveriamos viver e chorar tudo o que tinhamos direito. Porque quando ela (a morte) chegasse, estaríamos prontos.
E é isso que sigo, é isso que faço hoje.
Minha alma se liberta, minha cabeça já não queima mais.
E aos que me chamam de bobo ou simplesmente covarde e fraco por chorar, eu lhes digo.
Meu coração não conheceu a alegria suprema, se não por intermédio da dor.
Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Como?

Como sabemos quando é amor?

Quando o toque da pessoa amada parece incendiar seu corpo? Quando olhamos no fundo de seus olhos e ali encontramos nosso lar? Ou quando estamos dispostos a fazer de tudo por ela, até mesmo arriscar sua vida?

Eu entendo de paixões, daquelas arrebatadoras, que te fazem escrever sobre a pessoa amada. Mas, em questão de tempo, todo o sentimento desaparece. O que é o amor? Eu não posso lhe dizer, pois nunca fui agraciada com tal sentimento.

Desde que me conheço por gente, sempre adorei ler romances antigos, baseados em tempos antigos, medievais. Aquele romance, a paixão, o sentimento expresso ali me era tão encantador. Aos poucos, enquanto crescia, esse sentimento me parecia mais utopia do que Papai Noel. Na verdade, passei a acreditar que o amor é na verdade, o Papai Noel dos adultos. É como um incentivo, algo que nos faz acreditar na humanidade, para que não percamos a fé na bondade, na gentileza ou até mesmo em si.

Eu sempre desejei amar alguém, com todas as min…

Só queria poder curar sua dor...

Queria poder tirar os pensamentos ruins,
e secar tuas lágrimas.
Ser um porto seguro pra ti,
e também sua melhor amiga...

Céus, como é ruim não ver teu sorriso perfeito.
E nem sequer tua risada ouvir.
É tão triste te ver assim...

Prometa que vai esquecer essa dor?
Prometa que vai sorrir pra mim?
Prometa me deixar ser teu esconderijo?
Apenas prometa...

Venha e segure minha mão.
O mundo é bem mais que dor,
Mas aprenda: é a dor que te faz sentir vivo!

Sobre ser filha única.

Bem, como a maioria sabe (eu presumo), sou filha única. Não tive irmãos nem irmãs. Sempre sozinha. Com direito a toda atenção dos meus pais e também a vários tipos de presentes. Parece até algo bom, certo? Mas não é tão simples, fácil e indolor assim. É claro que ser a queridinha dos seus pais pode ter um lado bom, mas nem sempre é fácil ter toda essa atenção só para você! Bem, vamos aos fatos...
Sempre foi dito que o conceito de filho único estava associado com a extrema proteção e a má educação. Antes, o filho único, tinha fama de crer que era o centro do universo, de ser egoísta, malcriado e rebelde.
Segundo estudos psicológicos, o problema de crescer sem irmãos é que todas as expectativas e as exigências familiares estarão postas sobre ele. Talvez seja por isso que alguns estudos sinalizam que um filho único cresce com idéias de vencedor, devido que seus pais projetam nele suas próprias ilusões e sempre lhes exigem dar o melhor de si mesmos. E além disso, aborrecem-se um pouco ma…

Letras miúdas

Quantas vezes seu coração foi rasgado, dilacerado e mesmo assim continuou batendo? Mesmo sangrando violentamente? Se você já sentiu essa sensação, você sabe o que sinto. Não apenas neste momento, mas há muito tempo. O que estou a escrever aqui, talvez você se identifique ou não, mas não importa. O que importa são as lições obtidas.

Algumas pessoas nos incentivam a melhorar, a serem corajosas. Até mesmo arrisco a dizer que elas, nos incentivam a amar. A romper nossos medos, ir atrás do que queremos. Nos enchem de coragem, de força, de vontade. Porém, quando tomamos coragem, coisas irônicas acontecem. Uma delas é a desistência da outra pessoa. Ela nos incentivou a abrir nosso peito e tomar as pancadas da vida, certo? Mas adivinhe só, ela mesma se tornou uma pancada. Essa mesma pessoa recuou e bateu forte em nosso peito, foi quem deu a primeira pancada, quem primeiro dilacerou parte do coração. Sabe aquela história de incentivo “Vai, arrisca, se apaixona”? Elas nunca disseram, não de ma…