Pular para o conteúdo principal

Sobre ser filha única.

Primeiramente: tinha da cabeça aquele esteriótipo
de toda loira, super cheia de ''fru-frus''. Tô mais
pra aquela garota nerd. Agora sim, vamos lá!


Bem, como a maioria sabe (eu presumo), sou filha única. Não tive irmãos nem irmãs. Sempre sozinha. Com direito a toda atenção dos meus pais e também a vários tipos de presentes. Parece até algo bom, certo? Mas não é tão simples, fácil e indolor assim. É claro que ser a queridinha dos seus pais pode ter um lado bom, mas nem sempre é fácil ter toda essa atenção só para você! Bem, vamos aos fatos...
Sempre foi dito que o conceito de filho único estava associado com a extrema proteção e a má educação. Antes, o filho único, tinha fama de crer que era o centro do universo, de ser egoísta, malcriado e rebelde.
Segundo estudos psicológicos, o problema de crescer sem irmãos é que todas as expectativas e as exigências familiares estarão postas sobre ele. Talvez seja por isso que alguns estudos sinalizam que um filho único cresce com idéias de vencedor, devido que seus pais projetam nele suas próprias ilusões e sempre lhes exigem dar o melhor de si mesmos. E além disso, aborrecem-se um pouco mais que o normal.
Mas existem outros pontos não tão bons assim, como a superproteção, carência dos pais, a solidão e principalmente a cobrança. Por ser só você, eles tentam impor o sonho deles sobre você. Eu tive uma dificuldade enorme com isso. O sonho do meu pai era me ver formada em Direito. Nunca gostei ou sequer me imaginei como advogada, juíza, etc... Já a minha mãe queria que eu fosse sua bonequinha. Por infelicidade do destino, nunca fui muito afeminada, fui mais ''ogra''. Brincava com os garotos, me jogava na lama, jogava futebol. Mas, claro, como toda pessoa muda, eu mudei sim. Hoje em dia pode-se dizer que sou mais lady. Mas não me arrepende de ter sido mais ''ogra'' antigamente, porque sendo daquele jeito, aproveitei minha infância...
Sobre a superproteção: meus pais morrem de medo de me deixar sair sozinha? Acho que se eu tivesse irmãos, meus pais seriam mais liberais? Talvez, talvez, sempre um grande talvez. Tenho 21 anos. Mas não sou o tipo de garota que curte balada, nesse ponto, meus pais tiraram a sorte grande. Mas claro, que quando saio a noite a preocupação deles aumenta, e principalmente se viajo. Quando viajei ano passado para a praia com a minha melhor amiga, meus pais me ligaram quase todos os dias. Só pra saber se eu estava bem. Claro, as vezes me sinto pressionada, mas são meus pais, se preocupam e eu (agora) entendo.
Solidão: e quando todos os meus amigos viajam, como você acha que eu me sinto? O ultimo ser humano da terra! É triste isso, mas é verdade. Ter irmãos tem lá suas vantagens, eu acho.
Carência: ah, se enquadra ali na superproteção sabe? Eles sempre, sempre estarão por perto, querendo saber mais de ti, sobre seu dia, com quem conversou e etc e tal...
Cobrança: quando dois adultos que não realizaram alguns sonhos seus e tem o seu filho, unico filho, adivinhem onde eles vão querer depositar esperanças de ver seus sonhos realizados? Exatamente! Em mim. Bem, acho que é basicamente isso. Eu não vejo motivos aqui, e nem no que já me passou pela cabeça, para as pessoas pensarem e até mesmo julgarem como MIMADA.
Eu não me acho mimada, eu sou é bem cuidada e tenho quase tudo o que quero. Boa educação, boa alimentação, entretenimentos, roupas e calçados. Não posso reclamar de nada. 
E simplesmente odeio quem me julga assim quando abro a boca pra dizer que sou filha unica. Ou também quando dizem: "cara que sortuda, você não sabe o pesadelo que é ter irmãos!"
Eu sempre quis ter alguém pra brincar quando era criança, sair comigo, ter alguém sempre ali sabe? Talvez seja por isso que eu valorize demais minhas amizades. Ter alguém ali. Talvez seja por isso que meu ponto fraco sejam meus amigos ou talvez até mesmo a carência que nunca foi preenchida por um irmão aqui dentro. É isso que eu tinha pra falar a principio. E querido (a) leitor (a), lembre disso: jamais, jamais julgue um livro pela capa.
Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Como?

Como sabemos quando é amor?

Quando o toque da pessoa amada parece incendiar seu corpo? Quando olhamos no fundo de seus olhos e ali encontramos nosso lar? Ou quando estamos dispostos a fazer de tudo por ela, até mesmo arriscar sua vida?

Eu entendo de paixões, daquelas arrebatadoras, que te fazem escrever sobre a pessoa amada. Mas, em questão de tempo, todo o sentimento desaparece. O que é o amor? Eu não posso lhe dizer, pois nunca fui agraciada com tal sentimento.

Desde que me conheço por gente, sempre adorei ler romances antigos, baseados em tempos antigos, medievais. Aquele romance, a paixão, o sentimento expresso ali me era tão encantador. Aos poucos, enquanto crescia, esse sentimento me parecia mais utopia do que Papai Noel. Na verdade, passei a acreditar que o amor é na verdade, o Papai Noel dos adultos. É como um incentivo, algo que nos faz acreditar na humanidade, para que não percamos a fé na bondade, na gentileza ou até mesmo em si.

Eu sempre desejei amar alguém, com todas as min…

Só queria poder curar sua dor...

Queria poder tirar os pensamentos ruins,
e secar tuas lágrimas.
Ser um porto seguro pra ti,
e também sua melhor amiga...

Céus, como é ruim não ver teu sorriso perfeito.
E nem sequer tua risada ouvir.
É tão triste te ver assim...

Prometa que vai esquecer essa dor?
Prometa que vai sorrir pra mim?
Prometa me deixar ser teu esconderijo?
Apenas prometa...

Venha e segure minha mão.
O mundo é bem mais que dor,
Mas aprenda: é a dor que te faz sentir vivo!

Letras miúdas

Quantas vezes seu coração foi rasgado, dilacerado e mesmo assim continuou batendo? Mesmo sangrando violentamente? Se você já sentiu essa sensação, você sabe o que sinto. Não apenas neste momento, mas há muito tempo. O que estou a escrever aqui, talvez você se identifique ou não, mas não importa. O que importa são as lições obtidas.

Algumas pessoas nos incentivam a melhorar, a serem corajosas. Até mesmo arrisco a dizer que elas, nos incentivam a amar. A romper nossos medos, ir atrás do que queremos. Nos enchem de coragem, de força, de vontade. Porém, quando tomamos coragem, coisas irônicas acontecem. Uma delas é a desistência da outra pessoa. Ela nos incentivou a abrir nosso peito e tomar as pancadas da vida, certo? Mas adivinhe só, ela mesma se tornou uma pancada. Essa mesma pessoa recuou e bateu forte em nosso peito, foi quem deu a primeira pancada, quem primeiro dilacerou parte do coração. Sabe aquela história de incentivo “Vai, arrisca, se apaixona”? Elas nunca disseram, não de ma…