Pequenas decisões

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Ontem estava assistindo a meu filme predileto, uma comédia romântica, quando me peguei lembrando de tudo o que ocorreu este ano na minha vida.
Sobre as decisões que tomei, as ruins e boas. Aquelas que me fizeram seguir em frente e aquelas que quase me fizeram desistir da vida. 
Foram coisas, que a outros olhos são minúsculas e bestas, mas para mim foi um grande passo. 
Eu lembrei da carta que escrevi e o quanto eu disse que "amava" você. Hoje, sem peso na consciência, posso usar aspas e lhe dizer que não era amor o que sentia. Era algo como necessidade da sua presença, como se sem ela eu fosse desabar. Bem, olha só pra mim, estou inteira e viva, meses longe de você, sem uma única palavra trocada. 
Eu decidi deixar pra lá, porque afinal eu sei o que quero da vida, ser infeliz pelo resto da vida não está nos planos. Quando decidi deixar pra trás, doeu muito. Parecia que eu não iria aguentar, mas eu aguentei firme. Não sei se foi pelo apoio, suporte que tive de alguns amigos, mas eu aguentei. 
Eu chorei por horas em algumas noites, não dormi ou me alimentei direito. Fui destrutiva com meu corpo, tentando castigar meu coração pelo o que sentiu. Claro que isso não funcionou, então decidi conhecer outras pessoas. Dar uma nova chance. 
Eu precisava de pessoas novas, novos ares, novos lugares e novas histórias pra contar. 
De alguns meses pra cá, eu tenho novas histórias, novas piadas e boas risadas. Tenho um bom suporte, um abraço que conforta e um peito como travesseiro. Tenho alguém que se preocupa comigo, como nunca ninguém se preocupou. Alguém que se importa com o futuro, mas que adora viver o presente. Alguém com quem me sinto eu mesma, sem precisar disfarçar ou forçar algo, porque tudo é natural. 

Não digo que tudo o que vivemos, que foi tão breve foi algo ruim. Claro que não, eu me recordo da parte boa. Mas essa pequena parte boa não fecha a cratera que abrira em meu peito. Ela, acredito profundamente nisso, está se fechando aos poucos e me sinto eu mesma de novo. Sinto que consegui recomeçar. As dores passaram, eu já não choro mais todas as noites. Apenas me sinto triste de repente, mas isso logo desaparece quando lembro o que e quem tenho hoje em dia ao meu lado.
Nunca lhe desejei mal de verdade, apenas em momentos de raiva, que já não existem mais. 
Cada um seguiu seu rumo, seu caminho, destino. Sempre fui muito indecisa em alguns pontos da minha vida, mas hoje eu tenho certeza de que a melhor decisão foi deixar ir. Deixar todo esse sentimento que só trouxe dores ir embora. 
Aprendi de maneira muito dolorosa de que quando é pra acontecer, ambos se esforçam, lutam ou simplesmente acontece. Não é preciso pedir, implorar ou correr atrás. É como perseguir borboletas: inútil. Amor é como uma borboleta extremamente rara e delicada: não adianta correr atrás, ela pousará no seu ombro se ela desejar. 
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