Ela

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Eu a via todos os dias, sempre da mesma maneira.
Mesmas conversas, risadas e piadas. Mesmo olhar, mesmo sorriso, mesma seriedade.
mas algo mudou em mim naquela noite.
Eu recebi sua mensagem, já havia chegado no lugar. Estava a minha espera. Radiante como sempre. Eu não conseguia negar o quão linda ela estava aquela noite, como se eu nunca havia notado isso antes.
Nos encontramos e esperamos para entrar no local, a noite prometia ser muito animada. Entramos e aos poucos o local foi enchendo e enchendo de gente.
Eu não consigo te dizer se eram as luzes ou sei lá o quê, mas eu não conseguia tirar meus olhos dela.
Nós dançamos olhando nos olhos, rindo, gritando bem alto, quase que histericamente quando tocava uma música nostálgica e que adorávamos. Posso dizer que, eu nunca fui de ambientes fechados e música alta, mas aquela noite foi incrível.
Algo que eu não fazia há séculos era sentir uma atração tão forte por alguém. Uma alegria ao ver a pessoa, ao abraça-la, por tê-la ao meu lado.
Ela despertara algo dentro de mim, algo tão bom, tão sereno e doce.
Algo que nunca experimentei antes, que assusta, mas que ao mesmo tempo, me faz se sentir protegida.
É como uma moeda, tem seus dois lados:  a cara, que você dá a tapa, procurando a felicidade e a coroa, que de certo modo, simboliza a longevidade ao lado de alguém; envelhecer, talvez ter filhos, netos e até bisnetos, sentar na varanda de uma casa de campo e imaginar e relembrar o quanto se viveram juntos.
Alguns arriscam dizer que isso que eu descrevi acima é chamado de amor, mas eu não consigo dizer a você se é ou não é. É apenas algo muito bom, que me faz bem.
Se você me perguntasse, o que você admira nela? O que te faz se sentir tão bem com ela?
Eu não sei... Talvez a afinidade instantânea? O sorriso? As risadas? O olhar? Ou o simples fato de estar ao meu lado?
Talvez por eu ser quem eu queira e possa ser de verdade com ela. Sinceramente, brutalmente, realmente eu.
Talvez tudo isso junto. Talvez por pensarmos quase que iguais.
Talvez pelos assuntos em comum, talvez por nada disso.
Talvez apenas por ela ser tão ela.
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