Tormentos

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O meu defeito é sentir demais. Seja amar ou odiar. Sinto tudo com uma força descomunal.
Não existe meio termo, é oito ou oitenta. É pegar ou largar. Ficar ou abandonar. Amar ou odiar. Viver ou morrer por algo.
As vezes sou emocional demais ou fria a ponto de não possuir um coração. É tudo tão confuso.
Essa força é como uma espada de dois gumes: me dilacera por dentro, por não conseguir insistir ou me faz criar coragem do além pra conquistar o quero.
O problema é minha insegurança. O fato de acreditar que todos a minha volta um dia vão me abandonar, de que não sou boa o suficiente para ninguém. Que ninguém no mundo todo queira estar ao meu lado. De que sou tão insuportável, de que respirar perto de mim pode até ser tóxico.
Essa insegurança já comeu meus sonhos e devorou minha alma quase que por completo.
É como se eu já não possuísse mais forças para lutar contra. Algo mais forte que eu, mais pesado, mais denso, mais inquebrável.
Talvez possa parecer drama ou um simples devaneio, mas é como eu realmente me sinto.
Talvez por isso, eu não consiga manter relacionamentos a longo prazo ou até mesmo encarar o fato de conhecer alguém novo, sem o medo de ser deixada.
É confuso todo esse sentimento dentro de mim. Querer e não querer. Ou também, querer e não conseguir. Acho que esse termo seria o mais correto.
Eu queria, fortemente ter mais coragem, mais animo pra muita coisa, mas é como se após conquistar tal coisa, aos poucos eu vá perdendo o interesse e quando vejo, estou apenas acostumado a tal coisa e não mais sinto prazer em tê-la.
Fazia séculos que eu não escrevia com tanta certeza e pesar o que sinto, fazia tempo que eu não desabafava. As vezes sinto que não consigo ou não posso desabafar com todos a minha volta. Que são poucos que podem guardar segredos ou melhor, entender os tormentos formados em minha mente.
Eu só queria uma vez na vida, um único dia, me sentir normal, com problemas bobos de qualquer um.
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