Tudo bem?

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Quantas vezes por dia, em toda a nossa vida, ouvimos essa frase? Quantas vezes você respondeu sinceramente? Quantas vezes mentiu sobre como está?
Eu vou ser sincera pra você: posso contar nos dedos quantas vezes disse, de verdade, que estava bem. E essas vezes, cabem em uma mão.Eu poderia levantar várias razões para tentar explicar o porquê sempre me senti assim. Acredito que começou cedo, na infância. Perdendo todos que ousei amar.
Eu sempre me perguntei se havia algo de errado comigo, como os vilões das histórias. Haveria eu, feito algo terrível para merecer tanta dor?
Ou talvez, abençoada com essa dor, para saber como tratar a dor alheia? Eu não sei te responder.
É mais que complicado, é inexplicável, na verdade é impossível eu conseguir dizer o que acontece aqui dentro. Há um coração que bate, bombeia sangue para os órgãos, mas é só isso.
Se ele já fez algo além de bombear? Talvez.
Mas com tanta merda acontecendo na minha vida, é difícil achar a explicação, não acha?
Ele já fez algo além de bombear, ele bateu forte por outro alguém. Ele se encheu de esperança, mas eu assisti da área vip ele se quebrar, se partir, parar de bater forte.
Amar é um dom, mas nem todos que são agraciados conseguem fazer algo belo com isso.
O amor não vem com manual de instrução. Ele é algo livre, não tem forma, cheiro ou sintomas. Não é como algo que a ciência saiba segurar sob um microscópio e dizer "É isso!".
O amor é abstrato, não dá pra tocar. O amor é como o ar. Ele é sentido e não tocado, nem tão pouco visto.
Já a falta desse sentimento, que parece tão simples, é devastador.
A dor que se sente, pode ser comparada a ossos quebrando, ao coração parando, pode até mesmo sem comparado ao fato de ser atropelado por um ônibus todos os dias por algo diferente.
É como a gripe que mal curada, te causa pneumonia e te leva a morte.
E neste caso não é nem mesmo morte física, é espiritual, é morte de alma.
A dor da perda de alguém que se confiava, que se dava bom dia e boa noite todos os dias. É a perda da sua parte que ria espontaneamente sem saber o porquê. É a dor de ver o que era tão bom pra você, se tornar memória, um fantasma. É sentir que aquela pessoa que era única no seu mundo, era seu mundo, agora é tudo o que você deseja, mas para outro.
É deitar em sua cama para dormir e ficar acordado até o sol nascer, sem saber porque não consegue dormir. Essa mesma insônia, te consome e te leva a ficar na cama o dia todo. Não olhar no espelho, porque você não quer ver o estrago que a falta do amor, daquele sentimento brilhante faz em você.
É sentir que já está completamente morto, mas não há cova que o segure no chão.
É como uma febre demente que o cega, e o isola do resto do mundo.
É desejar que sua hora chegue logo, porque viver não faz sentido. É tentar não culpar ninguém a não ser a você mesmo por acreditar em conto de fada adulto chamado amor.
É ser louco e se perder em si, chegar no fundo do poço, pensar em saídas absurdas.
É aprender a se amar, se conhecer tão bem, viver consigo feliz todos os dias.
É saber que mesmo com tantos hematomas e dores, o amor no fim do dia vale a pena.
Mesmo que seja amar sozinha a si mesmo.
Mesmo que seja amar alguém.
Desde que seja amar.
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