Metades por inteiro

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Poucos meses juntos, mas com a intensidade de uma vida toda.
Meu coração parava na garganta cada vez que eu te via.
Me largava por inteira em teus braços, me afogava em teus beijos.
Segurava tua mão, como se segurasse meu mundo inteiro.
O coração gritava mesmo sem eu permitir.
Gritava na forma de sorriso, eu amava te encontrar.
Fosse via internet ou sms ou até pessoalmente, os assuntos eram inacabáveis.
Mas tudo o que é bom dura um tempo curto, porém inesquecível.
Nós tínhamos diferenças, nada de casal perfeito.
Na verdade, éramos bem pouco convencionais, por assim dizer.
Mas acima de tudo, era meu melhor amigo.
Quem me dava o ombro, roubava minhas balas.
Canetas perdidas em sua mesa.
Parceiro para propagandas.
Companheiro de filmes apocalípticos.
Os anos se passam e cada um seguiu seu rumo.
Mesmo longe, seríamos inteiros.
Outras pessoas, outros ares e outros amores.
Após anos sem se falar, você me pede desculpas.
Desculpas aceitas.
A conversa continua como antigamente, nada mudou.
Mesmo sem ser, gosto de pensar que foste o primeiro que amei.
Apesar de tantas tempestades, no fim havia sempre um arco-iris.
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