Inesperado

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Sabe aqueles finais de livros e/ou filmes que o mocinho não fica com a mocinha ou a melhor pessoa do livro morre? Bem, nós nos decepcionamos e ficamos tristes. Mas não é assim a vida real?
Desde o fim de semana, o tempo está nublado e cinzento todos os dias para mim. Como aquele dia em que me despedi de você. E não é pelo fato de morar em Curitiba...
O fato é que meu coração está pesado, dolorido. Eu sei que todos nós chegamos ao fim da vida, mas nem sempre é fácil aceitar a perda.
Eu me sinto mais leve quando escrevo; mas acontece que apenas hoje eu consegui sentar em frente ao computador e escrever algo.
O que mais me dói é que minhas férias, sejam de inverno ou verão, jamais serão as mesmas.
Todos os anos, eu aguardava ansiosa pelas férias, pra preparar minha mochila e descer a serra. Chegar na casa da minha tia e ver ela preparar camarão, meu fruto do mar predileto, apenas pra mim.
Essa perda, como todas as outras eu senti profundamente. E não somente eu, mas como senti a dor da família toda. Ela era o riso em qualquer lugar, uma pessoa afetuosa, amorosa, altruísta, um grande ser humano. Aprendi muitas coisas com ela, muita coisa. E com toda a certeza, as memórias mais felizes foram na casa dela. Será que um lugar pode armazenar tanta lembrança? Eu espero que não todas elas.
Eu ainda não estou pronta pra dizer que estou bem, por favor não me peça isto. Quando respondo que estou, é porque não quero lhe contar tudo o que me aflige, quero apenas um bom abraço e uma xícara de chá.
Esteja onde estiver, sempre será amada por todos. Eu sei que um dia vamos nos reencontrar, quem sabe em outras épocas, em outros lugares. O que mais me conforta é que você está melhor que eu, em algum lugar fantástico, cuidando de mim.
Única coisa que preciso ainda aprender, é lidar com tudo isso em mim, preso em meu coração. Deixar ir, ou acabar preso a essas palavras não ditas.
Por mais que seja algo esperado, ainda não aprendi a lidar com a perda.
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