Destrutivo

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"Acredito que até mesmo nós nos conhecendo tão bem, poderíamos falir em uma relação amorosa."

E foi nesta frase que comecei a refletir sobre minhas escolhas ou melhor, a última delas: estar sozinha por um tempo. Eu comecei uma autoproteção que se tornou minha destruição. 
Me sabotei em cada relacionamento desenvolvido. E como isso procedeu-se? Eu conhecia alguém, dava o melhor de mim, as conversas parecem infinitas. Depois de um tempo, tudo se torna menos e maior. Menos interessante, menor quantidade de palavras. Maior distância, maior tempo de demora para respostas e por fim, estou com meus muros. 
Eu prefiro me afastar a correr o risco de perder o ser amado. Talvez seja aquela maldição de quando criança que herdei. Perder aos poucos tudo o que toco ou amo. Mas que bela dramaturgia me cercara por toda a vida. 
"Nós somos destrutivos por uma natureza infindável de fatos."
Até que seja possível confrontar-se com meu próprio eu e entender o que acontece em minha cabeça e coração - ou até mesmo no caminho entre esses dois - acredito que toda relação ou quase, será destrutiva.
Triste não é mesmo? Porém é uma realidade que no fundo acredito não ser somente minha, mas sim de leitores, amigos, conhecidos ou melhor, de pessoas machucadas por quem não soube nos amar e sim nos fez se armar. 
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