Nada

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Não sou como eu planejava ser.
Sai de dentro da esfera, da redoma de planejamentos e resolvi viver.
Descobri o quão boa posso ser, o quão amável posso me tornar.
Também vi o quão cruel eu pude ser. E quantas boas oportunidades perdi pelo medo de tentar.
Há tempos eu não escrevia, há tempos estou confusa. Pensamentos e mais pensamentos. Perdida, sem saber direito o que fazer.
Com uma vida pré planejada, recém aprovada no vestibular, com emprego estabilizado. Mas com o emocional e psicológico quebrado.
Vivendo cada dia como se fosse o último. Não que eu queira tentar aproveitar o tempo perdido, não mesmo. Apenas aprendi com o passado. Gosto de revê-lo as vezes para aprender como não cometer erros tão bobos novamente.
Vivendo mais na terra, pisando mais no chão, do que no meu universo paralelo.
Aprendendo a unir emocional e racional e não separá-los como eternos inimigos. Me sinto verdadeiramente madura agora.
Eu estava uma bagunça, por dentro e por fora. Como eu consegui arruinar tudo? Me perder de tudo. Perder todas as minhas esperanças, me perdi do caminho de casa.
Havia fogo em meus olhos, uma chama brilhante apagada pela droga de falta de esperança.
Dormindo tarde toda noite, imaginando meus dedos entrelaçados nos seus e seus lábios sobre os meus.
Mas olha só pra mim agora! Me entregando a esse sentimento, voltando para casa.
Meu corpo queima só de pensar que você está aqui comigo. Sim, você é meu amor, minha paixão, minha pequena chama viva em meus olhos. Me sinto viva, posso respirar, posso dançar, posso amar.

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