Medo.

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Eu deveria ser corajosa e enfrentar esse único medo que me abala de uma maneira absurda. Eu não sei ao certo o que me assusta. Se são os sapatos gigantes, o cabelo chamativo ou o sorriso. Sim, aquele sorriso me amedronta. Cada vez que vejo aquilo, aquele sorriso e toda aquela roupa e maquiagem, meu coração acelera, a respiração fica pesada, como se o ar fosse rarefeito; a pupila se dilata e pareço ver aquele sorriso fixo em mim e na minha mente, não fecho os olhos para não gravar aquela imagem e para não ter pesadelos;  minhas pernas amolecem, sinto tontura e quase desmaio. A pressão vai lá pra baixo e consequentemente a glicose, tudo fica mal e me sinto incapaz até de manter os olhos abertos. Muitas vezes choro de nervosismo. E me sinto como uma criança indefesa que não pode lutar contra o seu monstro imaginário, que na verdade é de carne e osso. Eu sei que para muitos é uma coisa boba, afinal por que ter medo de palhaços? Toda criança adora um! É, pode até ser, mas eu sou uma exceção! Não só eu, mas várias outras pessoas por aí. Existem vários tipos de medo, e esse é o meu. Mas o meu maior medo não é ter medo dele, estar face a face com ele, mas talvez nunca melhorar e ser assombrada pra sempre por este medo...
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