Uma solidão alegre.

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As vezes eu olho em volta e penso: será que há algo de errado comigo? Em certa época da minha vida já cheguei a pensar que realmente eu tinha um defeito. Minhas antigas amigas da cidade onde nasci já são casadas, tem filhos. As amigas da época do colegial também. Todos já tem lá seus namorados, companheiros, esposos e filhos. Mas eu, bem eu tenho a mim mesma. E digamos que é por opção. Lendo um texto hoje num blog que meu amigo me mandou, eu entendi um pouco mais sobre eu mesma. Eu não sinto necessidade de um relacionamento. Eu me sinto bem só.

"Gosto de estar sozinha para pensar sobre o sentido da vida ou simplesmente desmanchar as pontas duplas do meu cabelo. Para escutar minha música predileta a todo volume sem fones de ouvido. Pra falar sozinha, andar de pijama pela casa, dançar de um jeito que eu nunca dancei em pista nenhuma. Nascemos sozinhos e assim morreremos, disso ninguém duvida. Construir relações bonitas no decorrer da vida é o que há de mais lindo, mas depender delas é o início de uma catástrofe pessoal." 

Porque quando quero ouvir uma musica no ultimo volume, não preciso de fones de ouvido. Quando quero apenas ficar quietinha no meu canto, ninguém me incomoda. Quando quero cantar, dançar e fazer mil coisas que só faço sozinha, não tem ninguém ali. Engraçado, eu sempre adorei romances, mas nunca fui adepta na vida real à ele. Talvez haja um defeito comigo, ou eu apenas esteja me amando mais. Me conhecendo, descobrindo a minha liberdade. Descobrindo que minha felicidade não depende de alguém, e sim de mim. Acho que fico bem sozinha. Ou como meu pai já me disse certa vez, ainda não encontrei a pessoa certa que me faça pensar em uma união. É talvez, nunca se sabe. A vida é uma caixinha de surpresas...
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