Confiança

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Você tinha o mundo em suas mãos, um mundo chamado eu.
Eu confiei em você de olhos vendados porque eu acreditava que quando se ama de verdade é assim que se faz. Eu te olhava e te admirava, pra mim você era a pessoa mais bela do mundo, com um sorriso encantador, que preenchia toda uma sala de luz. Sim, era. Costumava ser. Pretérito imperfeito. Imperfeito como nós, porém eu costumava acreditar que nosso amor era perfeito e pior ainda: eterno.
Sim, as pessoas pensam coisas equivocadas, criam esperanças e isso te ajuda a sobreviver. Mas eu, eu te coloquei no pedestal. Te amava tanto a ponto de quase te idolatrar e olha só para mim agora. Tô perdido, sem saber o que pensar ou imaginar de ti.
Essa falta de você me deixa doente. Esse exagero de dor em meu peito, esse buraco, cratera que foi feito pela bomba que atingiu em cheio ele, talvez nunca mais seja consertado. Mas o que o coração entende de dores? O que ele vê a não ser esperanças e band-aids?
Sim, meu coração é tolo em teimar amar você. Mas uma vez ouvi uma pessoa dizer que se amamos alguém de verdade, aceitamos seus erros, defeitos e trejeitos. Amamo-as por inteiro, porque o coração não se importa, ele não vê defeitos, ele vê apenas o sentimento...

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