Bem mais que eu...

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Não contei a ninguém, mas eu me sentia mal. Sentia-me trocada, deslocada, perdida. Para ajudar, todos estes sonhos estavam me deixando confusa.
E toda essa história entre eles me incomodava profundamente. Eu não consigo entender o porquê, mas me incomodava. Mas talvez seja aquilo que já falei a mim mesma: sinto-me menos que elas. Elas sempre conseguem caras maravilhosos e não são poucos.
E eu com meu defeito desde o colegial, a bobinha apaixonada que acredita no amor. Às vezes sinto vontade de mudar isso. Deixar de sentir. Faço-me de durona, mas no fundo, quando ninguém me vê no meu quarto, deixo de lado a valentia e caio na cama. Às vezes choro muito, até pegar no sono. E como se isso não bastasse minha saúde não anda bem também...
Aos poucos sinto estar perdendo ele. E talvez, por besteira. Mas é sempre assim: eu e meu dom de magoar pessoas. Eu sei que às vezes eu toco o ‘’foda-se’’, mas por dentro estou chorando.
Talvez o que me incomode com ele é o medo repentino de ser trocada ou simplesmente perde-lo. Por mais que tudo o que aconteceu abalou nossa amizade e tudo mais, gosto da companhia dele.
Fiquei pensativa no que meu amigo me disse ontem sobre suicídio. Ele perguntou o que senti/pensei naquele sábado, eu disse:
                   - Só queria sumir para sempre. Toda aquela confusão desapareceria.
                   - Mas você sabe que seria isso e não teria volta, não sabe?
                   - Sim, e isso é o que me conforta. Um adeus eterno.
Ele ficou em silencio me olhando. Deu-me seu braço. Aceitei e deitei em seu ombro. Fiquei pensando naquela conversa o resto da noite.
E pensando bem agora. É eu ainda acredito nisso...

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