A última carta.

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Ninguém nunca me notou, nem ao menos me viram.
Ninguém nunca me perguntou como eu me sentia. Pois bem, eu me sentia um saco de pancadas, uma pacote de lixo que todo mundo chuta. Vocês me rotularam, me odiaram. E chegou uma hora que eu mesma cheguei a me odiar. Vocês não fazem idéia do quão ruim é isso, de se olhar no espelho e ver o reflexo daquilo que você mais odeia no mundo: você mesmo!
O eu perdedor, fraco, debilitado.
Não, não estou fazendo drama, é a verdade.
Quem ligaria pra menina gorda e nerd do fundo da sala? 
Quem olharia pra ela?
Quem a desejaria?
Quem gostaria de ser seu amigo e ser visto com ela?
Ninguém infelizmente. 
Mas sabe, hoje, escrevendo esta ultima carta, eu entendo vocês. É repugnante estar comigo. E eu cheguei a um ponto onde não posso mais viver com isso. 
A morte é calma e me tirará deste tormento de ser eu.
Eu apenas sinto muito em não ser perfeita.
Sinto muito, mas eu nunca serei o que você quer que eu seja!


Bullying e cyberbullying pode ser engraçado.
Mas suicidio não.
#stopbullying

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