Não importa

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É claro que já li e reli cartas que escrevi pra você. Páginas rasgadas de um diário, fotos amassadas num canto.
Parece algo deprimente não é mesmo? Bem, na verdade não é. Eu me pego olhando pra essas coisas, para os presentes que você nunca pegou de volta, e me pergunto: o que deu errado?
Até hoje eu não sei a resposta, só sei que não consigo sentir mais nada, nem raiva. Na verdade, me sinto fria, e talvez a culpa seja sua. Ou melhor, de nós dois. O amor que nós dizíamos sentir, na verdade nunca aconteceu, não nasceu, nunca floresceu.
Se eu me relacionei com outros homens depois? Claro. Se eles eram melhores que você? Não, nem mesmo pior. Apenas eram diferentes. Diferentes do homem que convivi por um certo tempo da minha vida.
Experiencias diferentes para uma vida. Historias malucas, doidas mesmo. Mas isso já não te importa, e nem a mim o que fazes.
Cada um segui seu rumo não é mesmo? E me sinto aliviada assim.
Shakespeare disse uma certa vez que cada um faz destino, e bem, eu já tracei o meu.
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