Nightmares, nightmares, when you live me alone?

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Querido diário,
Tive um pesadelo horrível esta noite. Estou enlouquecendo por acaso? Creio que sim. Bem, o sonho decorreu assim: 
eu estava conversando com uns amigos. Começo a passar mal do nada e saio correndo para o banheiro. Acabo vomitando e então paro em frente a pia para lavar meu rosto. Acontece que quando me olhei no espelho, não parecia ser eu mesma. O rosto refletido parecia enfurecido e calmo ao mesmo tempo. Tinha um olhar diferente do meu sempre sereno. Ela parecia comigo em tese, nas feições. Mas seu olhar e principalmente seus lábios exibiam um sorriso malicioso e aquilo não e agradava. O reflexo aprecia gostar do que estava vendo: uma garota fragilizada e assustada, prestes a desmaiar naquele banheiro. Não sei se era uma brincadeira de mau gosto da minha mente, mas quando olhei para o chão, a ultima coisa que vi fora sangue.
Quando acordei, não estava no banheiro, nem mesmo na casa dos meus amigos. Estava deitada na minha cama. Levantei-me e uau, que força era aquela? Tomei um banho e troquei de roupa. Parei em frente ao espelho para pentear meu cabelo. A imagem do dia anterior me veio a memoria. Não me importei, apenas arrumei o cabelo. Fui para a universidade. Na ultima aula o professor nos dispensou muito mais cedo e então achei melhor ir procurar os meninos no bar. Todos eles estavam lá. Comecei a conversar com eles, e de novo passei mal. Era uma mistura de ânsia com dores de estomago. Era uma mistura de agonia e mal estar. James foi atrás de mim para ver se estava tudo bem. Disse que estava apenas com ânsia e dores. Ele se ofereceu a me levar para casa, aceitei. Ele me ajudou a ir ate os meninos para se despedir. De repente uma força descomunal se apoderou de mim e então sai correndo. Acabei derrubando uma garota no meio do percurso e parei em frente a Clinica.
                - Mas o que está acontecendo com você? – perguntou James preocupado
                - Estou bem, só precisava hm correr. Por quê? – a voz já não era a mesma. James foi para tocar meu ombro, esquivei. – Estou bem James, chega desse teatrinho de como você se preocupa. Cansei disso. Eu não sou mais aquela garotinha que conheceu. Ela morreu, se foi. A única pessoa que você verá por aqui sou eu, Vicktoria.
James me olhou espantando. Ele começou a falar e falar. Eu ouvia longe sua voz, quando de repente uma dor horrível invadiu minha cabeça e logo em seguida desmaiei.
La estava eu em meu quarto novamente. Mas dessa vez não estava sozinha. Eu podia ouvir Vicktoria falando em minha cabeça. Ela gritava uma única frase:
                - Vamos, conte a mamãe quem você realmente é.  – ela repetiu umas três vezes a mesma frase. Quando eu pensei em levantar da cama, ela gritou:
                - Conte a mamãe agora!

Aí eu acordei de verdade. O pesadelo fora horrível. Sinceramente? Estou com medo dos meus próprios sonhos.
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