Ás vezes a pior coisa que pode ocorrer, pode ser exatamente aquilo que não aconteceu.
São palavras não ditas, lábios não beijados, abraços desfeitos por estarmos muito longe um do outro.
Mas acredito que um dia nós seremos um. Acredito que estaremos lado a lado, de mãos dadas, sorrindo sem saber porquê, apenas por estarmos lado a lado.
Bem, isso é o que se passa em minha mente tão bagunçada. Eu sei que não sou a melhor pessoa para expressar o que sinto, mas eu consigo escrever sobre - às vezes.
Eu tenho momentos - que particularmente chamo de pequenas crises - que são causados pelo meu medo excessivo. Sim, medo. Esse medo corrói tudo dentro de mim e me impede de dizer o quanto te quero por perto. Esse medo também engole minhas falas e me sufoca. É bem óbvio meus sentimentos, mas eu não consigo vê-los na sua total intensidade.
Eu tenho a paciência e disposição para aprender a me entender. Mas quando tento fazer isso, desencadeio minhas pequenas crises, que envolvem choros repentinos e sem motivos, uma tristeza descomunal que parece me derrubar o dia todo na cama e também a irritabilidade.
Eu fiz terapia por um tempo, e eu me sentia melhor naquela época, sem bem que, se comparar como eu entrei na terapia, eu evolui muito. Ouvi falar de que quando se sofre por antecipação é ansiedade, mas acontece que não sou ansiosa. Consigo ser muito paciente para que as coisas aconteçam. Então, sinceramente eu não sei o que acontece comigo.
Talvez sejam os fatos do meu passado, ligados a minha infância. Coisas que me levam a pensar que tudo tem um fim, que nada dura por muito tempo na minha vida e de que as pessoas elas desistem, elas vão embora da minha vida. Talvez eu assuste elas. Devido a minha intensidade talvez, Eu não sei, mas elas sempre vão e continuam indo embora.
Eu sempre fico sozinha no final. Apenas eu e nada mais. É sempre assim. Mas se eu sempre fico sozinha, qual o problema então? Deveria estar acostumada, certo? Certo. Mas acontece que eu me ligo as pessoas, eu me prendo a elas, mas nem sempre elas a mim. É algo estranho de pensar, mas é como eu me prendesse a minha imaginação somente.
Eu sei, pode parecer loucura, mas é exatamente o que acontece.
Estava hoje sentada no ônibus, voltando para casa. Perdida em pensamentos, com o estômago queimando. Estava entretida, olhando para as pessoas e coisas que passavam na rua, quando me deparei ouvindo a conversa de duas mulheres. Estas, estava em torno de seus trinta e poucos anos, acredito eu. Quando resolvi prestar atenção total no que estavam falando, eu me arrependi por ter ouvido tais palavras. Ambas estavam falando de suas aventuras amorosas de quando eram moças, até aí tudo bem. Até achei engraçado alguns fatos.
Porém, uma delas começou a falar de aventuras recentes (com detalhes que não precisam ser mencionados aqui). Estava achando normal, até viro em sua direção e vejo em sua mão esquerda uma bela aliança. Ela continuou a contar para sua amiga suas aventuras e sobre o que pensava sobre cada homem, rapaz que havia saído. O que eles fizeram ou deixaram de fazer, ou o que pagaram, o que lhe deram de presente ou onde a levaram.
A conversa foi interrompida quando sua amiga desceu em um terminal e ela continuou sozinha no ônibus, para de frente para mim. De repente seu telefone toca, ela atende. Pelo o que pude entender, era seu marido. Trocou rápidas palavras com eles e encerrou dizendo "Tudo bem, amo você. Beijos".
Aquilo me chocou de modo extremo. Comecei a pensar, como ela pôde dizer uma frase de significado tão forte, se agora mesmo estava a contar tais aventuras? Me levou a pensar se ela realmente ama seu marido, se é algo verdadeiro ou apenas a rotina de um casamento?
Aquilo me assustou por um segundo. Seriam todos os relacionamentos fadados a isto? Ao desgaste? A rotina? Estaria o amor extinto? Ele seria uma utopia?
Eu posso dizer, do fundo do coração, que nunca me apaixonei. Gostei intensamente de pessoas, mas nunca provei a paixão ou muito menos o amor. Então, eu conclui que algumas pessoas não nasceram para amar, não nasceram com o dom e outras, estão desesperadas para experimentar.
Eu adoraria dizer que estou bem. Mas definitivamente não estou.
Acordei com o pé esquerdo, de mau humor. Mas o por quê disso?
Tem algo me incomodando na cabeça. Algo que, sinceramente, eu gostaria muito de esclarecer. Mas isso é praticamente impossível de se fazer, sem parecer uma louca neurótica.
É estranho, você tem um visão do rumo que sua vida tomou e tentar compartilhar isso com alguém e a pessoa tem uma visão totalmente diferente, dizendo apenas "Eu acho que não.".
Tudo bem, você dá um sorriso amarelo e deixa isso pra lá, tenta ignorar e não pensar nisso. Mas acontece que hora menos hora você pensa nisso, reflete e vê que ambos tem visões diferentes da realidade vivida no presente.
Eu sei, no fundo do coração, de que odeio exigir coisas das pessoas, mas vamos admitir que é decepcionante ter uma visão, compartilhar e tomar um balde de água fria do outro.
Eu não sei bem como lidar com isso. Estou extremamente pensativa se falo, abro o jogo sobre isso ou deixo pra lá. Mas existem dois problemas: falar e soar neurótica; não falar e sofrer horrores com isso.
O fato é que não quero estragar tudo o que tenho agora, mas também não posso ficar com esses pensamentos torturantes só pra mim.
O que mais incomoda não é o fato de não possuirmos a mesma visão, mas sim estar sendo usada novamente, para mais um breve momento de diversões.
Este será um texto de desabafo, com várias verdades de que eu acreditava ser a base ou um relacionamento todo.
Desde que tive meu primeiro namorado, eu sempre acreditei em algumas coisas, que tomei como verdadeira universal para todos os relacionamentos que eu teria futuramente. Mas, hoje em dia, depois de algumas experiência - me permita dizer boas e ruins - eu tenho um pensamento bem diferente sobre tudo.
Antes eu acreditava que deveria ter medo de ficar sozinha, de que me sentir extremamente e totalmente dependente de quem era meu companheiro era normal. Acreditava também que eu não era suficiente para ninguém e de que jamais encontraria alguém que me entendesse e me aceitasse, mesmo com tantos defeitos. Acredite ou não, eu morria de ciúmes de qualquer pessoa que se aproximasse de meu companheiro e achava normal ele me afastar de todos os meus amigos. De certo modo, eu passei por um relacionamento abusivo e poucos sabem disso, até porque eu mesma demorei anos para perceber, mesmo depois de tudo ter acabado.
Alguns sinais desse relacionamento ficaram em mim como cicatrizes. Até hoje eu sou insegura - mas graças a terapia, isso está melhor - mas não como na época; tenho dificuldade em expressar o que sinto e como sinto. Devido a isso, eu sempre passo a imagem de alguém fria, mas na verdade eu sinto até demais, só não sei expressar. Outro ponto que ficou cravado em mim é sempre duvidar de elogios; sim, eu não sei lidar com elogios. Pessoas normais sorriem e agradecem, eu por outro lado, sempre acho que é algum tipo de piada e desacredito no elogio. Talvez isso tenha a ver com a insegurança.
Outro sinal foi me isolar, não querer saber de relacionamentos, nem ao menos conhecer novas pessoas. O que me levou a ter muitas paixões platônicas - coisas idealizadas que jamais se realizariam, pois eu não tinha coragem. Outro ponto era sempre investigar, não acreditar e também nunca discutir a tal relação; não conversava, apenas deixava pra lá.
Mas por quê decidi escrever sobre isso? Porque hoje em dia, eu tenho outra visão, tão diferente, que a diferença chega a ser gritante. Hoje sei que a base fundamental de um relacionamento é a conversa e confiança. Tenho aprendido aos poucos a aceitar elogios e acreditar neles. Como a insegurança foi diminuindo aos poucos e comecei a acreditar em mim mesma, eu não sinto ciúmes terríveis, apenas algo normal - se é que se pode descrever um ciúme normal. Única coisa que nunca mudou foi meu sentimento de possessão, o que é meu é meu, como sempre disse - talvez um dia eu aprenda a lidar com este sentimento.
Eu sei que quando um não quer, ninguém insiste. Sei também que um relacionamento saudável é aquele tem uma boa conversa, risadas, apoio, suporte e principalmente, uma maravilhosa amizade.
Aprendi que quando alguém realmente te quer na vida dele, esse alguém não se importa com seu passado - mas o conhece - se preocupa com seu futuro e aproveita cada momento do seu presente com você, sejam coisas boas ou ruins.
Eu me sinto aprendendo coisas novas a cada dia, e admito estar amando isso. Porque não aprendo somente sobre relacionamentos, mas também sobre eu mesma.
Ontem estava assistindo a meu filme predileto, uma comédia romântica, quando me peguei lembrando de tudo o que ocorreu este ano na minha vida.
Sobre as decisões que tomei, as ruins e boas. Aquelas que me fizeram seguir em frente e aquelas que quase me fizeram desistir da vida. 
Foram coisas, que a outros olhos são minúsculas e bestas, mas para mim foi um grande passo. 
Eu lembrei da carta que escrevi e o quanto eu disse que "amava" você. Hoje, sem peso na consciência, posso usar aspas e lhe dizer que não era amor o que sentia. Era algo como necessidade da sua presença, como se sem ela eu fosse desabar. Bem, olha só pra mim, estou inteira e viva, meses longe de você, sem uma única palavra trocada. 
Eu decidi deixar pra lá, porque afinal eu sei o que quero da vida, ser infeliz pelo resto da vida não está nos planos. Quando decidi deixar pra trás, doeu muito. Parecia que eu não iria aguentar, mas eu aguentei firme. Não sei se foi pelo apoio, suporte que tive de alguns amigos, mas eu aguentei. 
Eu chorei por horas em algumas noites, não dormi ou me alimentei direito. Fui destrutiva com meu corpo, tentando castigar meu coração pelo o que sentiu. Claro que isso não funcionou, então decidi conhecer outras pessoas. Dar uma nova chance. 
Eu precisava de pessoas novas, novos ares, novos lugares e novas histórias pra contar. 
De alguns meses pra cá, eu tenho novas histórias, novas piadas e boas risadas. Tenho um bom suporte, um abraço que conforta e um peito como travesseiro. Tenho alguém que se preocupa comigo, como nunca ninguém se preocupou. Alguém que se importa com o futuro, mas que adora viver o presente. Alguém com quem me sinto eu mesma, sem precisar disfarçar ou forçar algo, porque tudo é natural. 

Não digo que tudo o que vivemos, que foi tão breve foi algo ruim. Claro que não, eu me recordo da parte boa. Mas essa pequena parte boa não fecha a cratera que abrira em meu peito. Ela, acredito profundamente nisso, está se fechando aos poucos e me sinto eu mesma de novo. Sinto que consegui recomeçar. As dores passaram, eu já não choro mais todas as noites. Apenas me sinto triste de repente, mas isso logo desaparece quando lembro o que e quem tenho hoje em dia ao meu lado.
Nunca lhe desejei mal de verdade, apenas em momentos de raiva, que já não existem mais. 
Cada um seguiu seu rumo, seu caminho, destino. Sempre fui muito indecisa em alguns pontos da minha vida, mas hoje eu tenho certeza de que a melhor decisão foi deixar ir. Deixar todo esse sentimento que só trouxe dores ir embora. 
Aprendi de maneira muito dolorosa de que quando é pra acontecer, ambos se esforçam, lutam ou simplesmente acontece. Não é preciso pedir, implorar ou correr atrás. É como perseguir borboletas: inútil. Amor é como uma borboleta extremamente rara e delicada: não adianta correr atrás, ela pousará no seu ombro se ela desejar. 
Você alguma vez já se sentiu vazio? Como se nada estivesse certo? Ou como se algo estivesse para da errado em sua vida?
Eu sinto muito isso. As vezes, de maneira mais forte ultimamente. O mais complicado é que não sei lhe dizer o e/ou motivos que me levam a passar o dia todo numa cama, tendo tais pensamentos.
É uma das piores sensações que eu poderia sentir. Eu não consigo explicar, saber por que me sinto assim.
Esse sentimento ruim, essa sensação apenas me invade e de repente me sinto vazia. Mesmo tendo tanta coisa que me faça feliz neste momento, a sensação é esmagadora.
Eu tento de tudo para sair disso. Assistir meu filme predileto, novas séries, desenhos, algo que me faça rir. Mas nada, a sensação continua.
Eu tento dormir, mas a cabeça pesa toneladas no travesseiro. As vezes, admito, tomo remédios e então sou vencida pelo sono provocado.
Algumas vezes, no dia seguinte, durante a semana ou mês, a sensação está ali, colada em mim. Ou simplesmente melhoro de uma hora para outra.
É um sentimento confuso, é como se toda minha alma ardesse em um fogo de indecisão e dor. É algo que me faz involuntariamente desacreditar em tudo e pensar que o mundo vai desabar sobre mim.
É algo horrível que não sei lidar, não sei explicar, apenas sentir. E sentir de uma maneira profunda.
Eu não me sinto triste nesse momento da minha vida. Estou extremamente feliz, mas é como se fosse uma pressentimento ruim, de que tudo vai acabar um dia. Do nada, apenas em um piscar de olhos.
Finalmente desabafei como me sinto sobre você com alguém.
Este alguém me ouviu atentamente. Segurou minha mão e me disse para seguir em frente, como estou fazendo. Ele não disse "Ai que dó de você" apenas repousou sua cabeça me meu peito e me abraçou.
Esse mesmo alguém se preocupa de maneira extraordinária comigo, as vezes, mais preocupado que eu mesma. Não estava costumada a receber tamanha atenção, mas admito que agora estou amando isso!
Totalmente compreensivo, divertido. Eu não sinto tédio ao passear com ele, seja apenas uma volta no shopping para fazer compras ou comer temaki, eu sempre me divirto. Dou boas risadas, faço os piores comentários e piadas, ouço as piores cantadas.
Mas no final do dia, eu sei que aquele dia, aquelas horas valeram a pena.
Sabe eu olho pra trás e penso em tudo o que aconteceu e me pergunto, onde raios essa pessoa estava? Mas eu não esquento cabeça com isso, apenas aproveito o tempo.
Dizem que a pressa é inimiga da perfeição e a Capela Sistina não foi pintada em um dia só.
Mas o fato não é isso, é que eu me sinto bem, sendo eu mesma, rindo a toa e fazendo piadas bestas sem a menor preocupação de magoar ou falar algo que a pessoa fique chocada. Porque é como se ele pensasse como eu. Talvez seja por isso que nos damos bem, formamos uma bela dupla.
E quando falei de você pra ele, eu finalmente me senti livre. Do peso que você causou em meu peito. Sabe toda aquela dor no peito e as noites em claro, chorando como uma criança? Elas acabaram. Me senti leve, confiante novamente.
Pronta para uma nova aventura? Eu diria que não, apenas mais calma, sem pesadelos.
Mas é como eu disse anteriormente, Edgar A. Poe sempre teve razão, sem sofrer a tal ponto, não conseguimos reconhecer a felicidade genuína.
Eu acredito, do fundo de meu coração nessa frase. Por que, como vamos reconhecer a felicidade, sem conhecer a ausência dela? Sem se abster dela por sequer um instante? A questão não é saber encontrar a felicidade e sim reconhecê-la, nem mesmo que seja em uma amizade.
Hoje eu entendo o buraco deixado em seu peito quando alguém sai de sua vida.
Entendo que a dor da perda do amor, é maior que a dor física. Que a dor de alma é mais que mortal, ela é gradual. Ela é conectada direto a sua memória. Ela te faz chorar a minima lembrança.
Ao ver aquele parque, aquele banco, um simples lugar e desejar chorar em posição fetal ali mesmo, no meio do shopping, porque seu coração não aguenta tanta dor que aquele lugar te lembra. Eu ainda estou superando, dia após dia.
Eu tenho pessoas sensacionais a minha volta, que me ajudam de maneira maravilhosa. Mas essa pessoa que saiu da minha vida, era a pessoa. Aquela pessoa que eu imaginava um futuro. A mesma pessoa que me fez descobrir o quanto posso amar e odiar ao mesmo tempo.
Não sinto prazer em comer, nem mesmo sair de casa. Minha vontade em certos dias, é ficar na cama e dali não sair tão cedo.
Tem dias que meu corpo inteiro parece doente e queima em febre e dor.
É uma maldição, uma praga, uma maldita dor que corrói o corpo e principalmente a alma.
É um buraco negro em meu peito, que teima em sugar tudo, sem saber o que acolhe direito.

No começo eu me sentia inútil, sem conseguir pensar direito em como seguir em frente.
Hoje, há mais de dois meses sem uma única conversa, eu me sinto melhor. Ainda dói, lá no fundo eu sei que ainda dói, mas eu já consigo rir novamente. Já sinto prazer em conhecer novas pessoas e sair com meus amigos. Eu ainda penso e lembro de cada coisa que vivemos, mas sabe, não faz mais falta.
É apenas uma lembrança. Algo que ainda machuca, que queima no peito, como ácido, mas ainda consigo viver. E o mais importante, seguir em frente.
Eu não tive notícias de você e nem quero ter. Quero que seja o mais feliz possível, mas bem longe de mim. Você disse que odiaria perder minha amizade. Faz meses que não recebo uma mensagem sua.
Você disse que a amizade era tudo pra você e há meses, que logo serão anos, que não me procura para saber se ao menos estou viva.
Eu poderia lhe procurar, dizer que sinto falta de sentar naquele parque e rir muito com você e olhar no azul profundo de seus olhos, mas não valeria a pena.
Quem sente falta, procura. É o que ouvi falar.

Eu segui em frente, consegui seguir em frente. Me sinto mais forte do que nunca. Talvez um pouco mais fria, mas isso faz diferença?
Conheci pessoas maravilhosas, que substituem muito bem a dor em meu peito. É como se elas pudessem tirar essa maldita dor com a mão. Estou a ponto de me sentir feliz novamente.
Edgar Allan Poe disse uma vez que para ser grandemente feliz, se é necessário sofrer até este mesmo ponto. Bem, eu acredito que poderei ser grandemente feliz como diria ele, afinal, eu sobrevivi a esta terrível dor.